O Benfica conseguiu a reviravolta na Choupana e venceu o Nacional por 2-1 na 12.ª jornada da I Liga. O Nacional esteve a ganhar desde os 60 minutos, graças a um tento de Jesus Ramírez e esteve perto de arrancar uma derrota às águias. Contudo, Gianluca Prestianni marcou um golaço aos 88 minutos e deu esperança aos encarnados. Já no período de descontos, Pavlidis voltou a ser o herói para o Benfica e completou a reviravolta para segurar os três pontos num jogo que já parecia 'perdido'.
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Depois de mais um jogo sem soluções e com pouca criatividade no capítulo ofensivo, foi o Nacional que conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que teve para faturar. O Benfica voltou a ser incapaz de brilhar no ataque e podia ter saído da Madeira com uma derrota no bolso, dada a exibição.
Contudo, o Benfica conseguiu ser feliz perto do fim e garantiu os três pontos, contando agora com 28 pontos na terceira posição. O Nacional mantém-se com 12 pontos na 11.ª posição.
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Domínio absoluto dos encarnados, mas pouco perigo criado
A grande novidade no onze do Benfica foi Rodrigo Rêgo, que se apresentou no lado direito. Sudakov começou no lado esquerdo com Leandro Barreiro no apoio a Pavlidis. O meio-campo contou com Barrenechea e Aursnes.
O Benfica entrou forte na partida, a tomar conta da posse de bola e a instalar-se no meio-campo do Nacional. Nos primeiros dez minutos, os encarnados mostraram-se principalmente no lado esquerdo. Aos seis minutos, na sequência de um canto, Leandro Barreiro rematou para a defesa de Kaique, após alguma confusão na área. Minutos depois, novamente pela esquerda, Leandro Barreiro recebe de Dahl e rematou em arco de fora de área para uma excelente intervenção do guarda-redes dos insulares.
O Nacional limitou-se a baixar as linhas, enquanto o Benfica continuou a apontar as armas à baliza de Kaique. Aos 25', Sudakov passou para Aursnes, que rematou forte, mas ligeiramente ao lado. Pouco depois, as águias avançaram no corredor direito e Rodrigo Rêgo fez um excelente passe para Leandro Barreiro, mas o luxemburguês recebeu mal e perdeu-se o lance.
Aos 29', a melhor oportunidade para o Benfica na 1.ª parte. Rodrigo Rêgo cruzou para o centro da área, onde estava Pavlidis que cabeceou para mais uma boa intervenção do brasileiro. Na resposta, o Nacional recuperou a bola e lançou-se em contra-ataque, mas foi travado por Samuel Dahl.
Aos 44 minutos, Pavlidis colocou a bola dentro da baliza, mas o golo foi anulado por fora de jogo. O avançado grego pegou na bola depois de uma interceção de Paulinho Bóia a um remate de Rodrigo Rêgo, mas havia posição irregular.
O Nacional ainda tentou chegar ao último terço nos instantes finais da primeira parte e chegou a beneficiar de um pontapé de canto, mas o resultado não mais se alterou.
Quem não marca sofre
O Benfica voltou a entrar bem, mas continuou a ter as mesmas dificuldades em chegar ao último terço com qualidade. Quem aproveitou foi o Nacional com uma excelente jogada aos 53'. Baeza lançou Ramírez na profundidade, que rematou em arco para um ótima intervenção de Trubin.
A falta de soluções no ataque levou José Mourinho a tirar Rodrigo Rêgo para a entrada de Prestianni. Aos 57', Leandro Barreiro falhou em frente à baliza de forma escandalosa. Sudakov recebeu de Dahl e cruzou no lado esquerdo para a área, onde estava o médio isolado que se atrapalhou em frente a Kaique.
Como quem não marca sofre, o Benfica sofreu e o Nacional marcou. Otamendi cometeu um erro crucial numa zona proibida, Alan Núnez recuperou e deixou para Bóia que assistiu Ramírez que encostou para o 1-0.
Na resposta, Pavlidis voltou a querer ser o salvador do Benfica e teve um excelente momento individual ao bailar sobre os adversários, completando com um remate forte para mais uma grande defesa de Kaique. Aos 76', António Silva esteve perto de marcar, mas cabeceou ligeiramente acima da baliza insular.
Mourinho tirou Barreiro para o lugar de Schjelderup e algumas mudanças fizeram-se sentir.
Felicidade perto do fim dá 3 pontos às águias
Quando o jogo parecia perdido, apareceu Prestianni para fazer um golaço. O extremo argentino avançou no lado direito e rematou forte para o fundo das redes, completamente indefensável para Kaique.
A esperança encarnada foi alimentada e deu frutos já durante o período de descontos. A Choupana foi à loucura com o 2-1 do Benfica. Depois de uma jogada no lado esquerdo com uma combinação de Schjelderup e Otamendi, o norueguês cruzou para o centro da área. Lá estava o do costume, Pavlidis, que só encostou para dar 3 pontos ao Benfica.
O jogo ficou quente ao nível dos ânimos e o Benfica conseguiu segurar a vitória até ao apito final, regressando aos triunfos na I Liga. Segue-se o dérbi na Luz, frente ao Sporting, que pode ser determinante para o segundo lugar do campeonato.
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