Michael Jordan, considerado por muitos o maior basquetebolista de todos os tempos, voltou a deixar clara a sua visão sobre a forma como o jogo é encarado hoje.

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Em entrevista à NBC, o lendário ex-jogador dos Chicago Bulls criticou abertamente a cultura de load management — prática adotada por várias estrelas da NBA que falham jogos da fase regular para gerir o desgaste físico.

“Eu nunca quis falhar um jogo. Cada partida era uma oportunidade para mostrar o meu valor aos adeptos que estavam ali para me ver jogar”, afirmou Jordan, lembrando que o basquetebolista tem uma “responsabilidade” para com quem paga bilhete.

“Queria impressionar aquele tipo que está lá em cima, na última fila, que provavelmente trabalhou o mês inteiro para comprar aquele bilhete. Não queria desiludi-lo”, acrescentou.

A crítica surge numa altura em que se discute uma eventual redução dos 82 jogos da fase regular e em que a própria NBA tenta limitar o descanso injustificado dos seus principais jogadores. Desde 2023/24, as equipas podem ser multadas se deixarem de fora as suas estrelas sem motivo clínico comprovado.

Jordan, conhecido pela sua ética competitiva e resistência física, considera que os atuais jogadores têm margem suficiente para se recuperarem. “Jogas basquetebol duas horas e meia por dia. É o teu trabalho, é por isso que te pagam. O que fazes com as outras 21 horas?”, questionou.

E rematou, fiel ao espírito que o definiu dentro de campo: “Se fisicamente não consigo jogar, tudo bem. Mas se posso e simplesmente não quero… isso é completamente diferente.”