
O treinador português Luís Ferreira de Castro, que apurou o Dunquerque, do segundo escalão, para as meias-finais da Taça de França de futebol, apontou hoje como objetivo chegar à final no Stade de France.
Sem preferência de adversário nas ‘meias’, que terá o sorteio esta tarde, embora preferisse não defrontar o Paris Saint-Germain antes da final, Luís Castro disse que, independentemente do opositor, a sua equipa tem que estar preparada para quem vier.
“Nesta situação não vale a pena ter preferências [PSG, Reims e Cannes], até porque as equipas para estarem nas meias-finais fizeram um percurso notável e nenhuma está aqui por acaso”, referiu o treinador português à agência Lusa.
Luís Castro apontou ainda que, às vezes, é enganador pensar que numa prova a eliminar é preferível defrontar um adversário que se encontra a um nível mais baixo, para ter mais hipóteses, pois “esses jogos são os que se tornam mais difíceis”.
Um pouco à imagem do que o Dunquerque fez nos quartos de final da Taça de França ao eliminar o primodivisionário Brest (atual 9.º da I Liga), virando uma desvantagem de 0-2 em 3-2, e nos ‘oitavos’ com o Lille (4.º), afastado nos penáltis (5-4), após empate a 1-1.
“É o que o sorteio ditar. Temos que estar preparados para quem vier, estar no nosso melhor e tentar vencer o jogo”, explicou Luís Castro, acrescentando que mais importante do que o adversário é “estar preparado para quem vier”.
O treinador explicou que parte do sucesso do Dunquerque assenta no ADN dos seus jogadores, atípico para o futebol francês, e que estes estão “muito acima do valor que o clube lhes paga”.
“A chave está num conjunto de coisas. É um clube pequeno, familiar, com pouca gente a trabalhar, mas a trabalhar bem, e a maior parte dos jogadores que conseguimos trazer estão muito acima do valor que nós pagamos”, explicou.
Luís Castro reconhece que os jogadores que integram o plantel do Dunquerque, entre os quais Vicent Sasso, que em Portugal passou por Beira-Mar, Sporting de Braga, BSAD e Boavista, “estão a demonstrar que o seu valor individual está acima do previsto”.
A forma de jogar do Dunquerque (3.º classificado da Liga 2), que gosta de ter bola e de pressionar alto, ainda de acordo com o treinador, potencia o que há de melhor nos jogadores, que já foram contratados de acordo com as características pretendidas.
“Isso, acrescido do facto da mentalidade do grupo ser excelente, dado que já há um conhecimento mútuo [entre treinador e jogadores], faz do Dunquerque a equipa que é e constitui parte do seu sucesso”, referiu o treinador, de 44 anos, que esta no clube desde a época passada.
Antes de eliminar os primodivisionários Brest e Lille, o Dunquerque de Luís Castro afastou, sucessivamente desde a primeira ronda da Taça, Stade Béthunois (0-0, 6-7 nos penáltis), Aubervilliers (0-2), Auxerre (0-1) e Haguenau (1-3), antes do Lille e o Brest, tendo disputado todos os jogos fora de casa.
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