Lewis Hamilton faz capa da revista 'Time' do mês de março. O sete vezes campeão do Mundo de Fórmula 1 deixou a Mercedes no final da época passada para se juntar à Ferrari. Uma decisão que gerou muitas dúvidas, se o piloto com mais vitórias na história da Fórmula 1 ainda seria capaz de lutar por vitórias e títulos, aos 40 anos.

"Sempre recebi negatividade. Nunca respondo a nenhum dos homens brancos e velhos que comentam a minha carreira e o que acham que eu deveria fazer. Vocês não podem comparar-me com outra pessoa de 40 anos, agora ou no passado da Fórmula 1. Porque ninguém é como eu. Estou faminto, focado, não tenho esposa nem filhos. A minha prioridade é apenas uma: vencer", disse o britânico.

A saída da Mercedes não foi tão pacífica, principalmente devido ao "prazo de validade" mencionado pelo diretor da Mercedes, Toto Wolff, no recente livro 'Inside Mercedes F1: Life in the Fast Lane'. O chefe de equipa da escuderia alemã falou sobre a saída do britânico após 12 anos e muitos títulos abordou o que considera ser um "prazo de validade" para os pilotos na Fórmula 1, devido ao alto nível de exigência cognitiva do desporto.

"Há uma razão para termos assinado um contrato de apenas um ano com opção para mais um. Estamos num desporto onde a rapidez de raciocínio é extremamente importante. Acredito que cada um tem um prazo de validade. Por isso, preciso de olhar para a próxima geração", explicou o austríaco Wolff.

Wolf defendeu-se mais tarde, dizendo que as suas palavras tinham sido mal interpretadas Hamilton desvalorizou a polémica, mas negou ser comparado com desportistas de 40 anos ou mais, como Tom Brady, estrela do futebol americano, LeBron James, estrela da NBA.

"Não me comparem com ninguém. Sou o primeiro e único piloto negro neste desporto. Sou diferente. Passei por muitas coisas e tive o meu percurso próprio", recordou Hamilton.