O Benfica continua vivo na luta pelos 16avos de final da Liga dos Campeões. Em mais um jogo de tolerância 'zero', os encarnados mostraram-se superiores desde o apito inicial, não dando qualquer tipo de veleidade a um Nápoles muito abaixo do esperado, mesmo com as várias ausências.

Depois de desperdiçados os dois brindes nos minutos iniciais, por Ivanovic e Aursnes, as águias encontraram o caminho da baliza adversária por Ríos, em nova desatenção da defesa napolitana.

Compacto na hora de defender e criterioso na altura de partir para o ataque, o Benfica soube controlar a partida durante os 90 minutos, com e sem bola, marcando o segundo golo numa altura crucial da partida (arranque da segunda parte), destruíndo a estratégia italiana para tentar lutar pelo resultado.

No final, mais três preciosos pontos, que deixam os comandados de Mourinho mais perto dos 'playoffs', mas sem qualquer tipo de margem de erro nos dois jogos remanescentes.

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O jogo

Para defrontar os napolitanos, Mourinho resolveu fazer algumas mudanças. Pavlidis e António Silva ficaram sentados no banco e para os seus lugares entraram Tomás Araújo, para ajudar a segurar Hojlund, e Ivanovic para desposicionar a linha defensiva italiana.

E é caso para dizer que se trataram de duas apostas ganhas. Desde o apito inicial se verificou que os encarnados tinham as ideias bem definidas sobre como desmontar o Nápoles. Com um bloco coeso e boas saídas para o ataque, não tardou até que chegassem as primeiras oportunidades.

Logo aos 12 minutos Aursnes isolou Ivanovic que, na cara de Milinkovic-Savic, permitiu a defesa do guarda-redes. Minutos mais tarde, o mesmo guardião, provavelmente sabendo que era dia de aniversário de Aursnes, resolveu oferecer uma prenda ao norueuguês, contudo, este acabou por desperdiçar um golo cantado.

O desacerto defensivo dos italianos permitiu, contudo, que novas ameaças surgissem junto da sua baliza, e desta feita o aproveitamento foi diferente. Bola perdida dentro da área e Richard Ríos a aproveitar para inaugurar o marcador aos 20 minutos.

Os napolitanos procuravam reagir mas mostravam-se inofensivos e incapazes de criar qualquer lance de golo; até ao intervalo,o melhor que foi possível foram dois cabeceamentos que não chegaram a assustar.

Perante tal inoperância, Antonio Conte mexeu ao intervalo, fazendo entrar Spinazzola e Politano, isto enquanto desfazia o trio de centrais. O campeão italiano entrou mais agressivo e disposto a tentar efetivamente criar perigo junto da baliza de Trubin.

Mas tais intenções acabaram por não passar disso mesmo, já que as águias aproveitaram o balanço transalpino para matar a partida; transição rápida e Ríos a surgir pela direita com um cruzamento rasteiro que encontrou o calcanhar de Leandro Barreiro que, com um gesto técnico perfeito, aumentou a vantagem encarnada.

Naturalmente, o segundo golo foi um murro no estômago dos italianos, do qual não mais conseguiram recuperar...mas não foi por falta de esforço, todavia, a inspiração não acompanhou a transpiração dos forasteiros em busca de algo que relançasse o encontro.

Até final o Benfica concedeu a posse ao adversário, sem que de tal resultasse qualquer tipo de sobressalto, permitindo até a José Mourinho estrear os jovens Tiago Freitas e José Neto na equipa principal.

A vitória permite aos encarnados continuar a sonhar com o 'playoff', contudo, a missão ainda vai a meio e a margem de erro já não existe.

O momento

No arranque da segunda parte, o Nápoles entrou disposto a tentar reagir à desvantagem. Numa rápida transição, Ríos foi lançado pela direita dentro da área e o cruzamento do colombiano encontrou o calcanhar de Leandro Barreiro, que fez um grande golo, isto enquanto deitava por terra a esperança dos transalpinos em discutir o resultado.

A figura: Ríos de grande afluência

Perante uma exibição globalmente muito positiva de toda a equipa do Benfica, Richard Ríos voltou a ser a figura de destaque. Para além de ter inaugurado o marcador e de ter feito a assistência para o golo de Barreiro, o colombiano encheu o meio-campo encarnado, funcionando como o ponto de equilíbrio da equipa.

Depois de um período de adaptação a sua nova realidade, e que lhe valeram algumas críticas, o internacional colombiano começa a justificar o forte investimento que as águias fizeram na sua contratação.

Outros destaques

Dedic: Para além da sua habitual intensidade nos duelos e vertigem ofensiva, o lateral bósnio esteve irrepreensível na altura de defender, neutralizando por completo o jogo de Noa Lang pela esquerda

Leandro Barreiro: Segundo jogo consecutivo na Liga dos Campeões a marcar. Para além da execução com nota artística, o médio luxemburguês foi muito eficaz a pressionar o setor defensivo do Nápoles, contribuindo também para a superioridade numérica dos encarnados na luta do meio-campo.

Reações

José Mourinho, treinador do Benfica

Richard Ríos, Leandro Barreiro