
Lionel Scaloni, selecionador argentino, antecipou o clássico contra o Brasil, a contar para a 14.ª ronda das eliminatórias Sul-Americanas do Mundial de 2026. O técnico considera que o embate se trata de "um jogo similar" ao que a Argentina fez com o Uruguai.
"Esperamos um jogo similar ao do Uruguai, mas esperamos que seja mais parecido com o primeiro tempo do que com o segundo tempo. Dentro de um jogo você pode dominar ou ser dominado. O Brasil tem potencial para dominar porque é uma das maiores seleções do mundo, mas estaremos preparados", disse Scaloni em conferência de imprensa.
Com mais cinco rondas até ao final da elimiantória, a Argentina precisa apenas de um empate para garantir vaga no Mundial do ano que vem. Inclusivamente a equipa poderá chegar ao clássico com a seleção brasileira já classificada, caso a Bolívia (7ª) não vença o Uruguai no jogo que terá lugar horas antes em El Alto.
Scaloni também se referiu às declarações de Raphinha, que falou em dar "porrada" nos argentinos.
"Não me aprofundei sobre as declarações, mas ouvi alguns comentários. É Argentina x Brasil, e é um jogo importante, mas não deixa de ser um jogo de futebol. Lembro da imagem depois da Copa América de 2021, de Leo [Messi] com Neymar, sentados na escada do Maracanã. Essa é a imagem que tem que ficar", disse.
O treinador destacou que "esses grandes jogos sempre foram jogados assim. Eles são trabalhosos, difíceis. Temos que saber como contra-atacar e estar alerta e agredir controlando a bola".
Scaloni também falou sobre possíveis atos de racismo que preocupam os jogadores do Brasil, mas expressou que "essa questão, logicamente, não se coloca. Não existe na nossa cabeça. Esperamos que as pessoas que forem torçam pela Argentina e os brasileiros pela sua seleção".
O técnico argentino não confirmou a equipa que será titular clássico, mas anunciou o retorno de Rodrigo de Paul ao meio-campo, provavelmente no lugar de Giuliano Simeone ou Leandro Paredes.
Scaloni foi recordado que a Argentina não vence o Brasil em casa nas eliminatórias há 20 anos e, a esse respeito, observou: "É uma estatística. Ela será quebrada algum dia, e espero que amanhã. Se não, tudo bem. É um jogo importante, mas ainda é um jogo para nos consolidarmos, para continuarmos no mesmo caminho".
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