
O Chelsea apresentou um lucro inesperado no último ano e assim vai poder cumprir com as regras de sustentabilidade financeira da Premier League. Os londrinos anunciaram lucros de 153,6 milhões de euros (128,4 milhões de libras) na época 2023/24, depois de mais um ano de forte investimento no plantel. É a primeira vez o clube tem lucro desde a chegada do consórcio Clearlake Capital, liderado por milionário norte-americano Todd Boehly.
O clube londrino, recorda-se, gastou quase 2 mil milhões de euros em transferências, entre julho de 2019 e junho de 2024, algo que nenhum outro emblema conseguiu igualar a nível mundial.
Para evitar números negativos nas contas e não violar as regras da sustentabilidade financeira, muito contribuiu um negócio que está a dar que falar em Inglaterra: a venda da equipa feminina de futebol à BlueCo por 237,8 milhões de euros (198,7 milhões de libras). Também as receitas com vendas de jogadores - 182,3 milhões de euros - ajudaram nas contas.
Já em 2022/23 o Chelsea FC Holdings Ltd tinha feito um negócio com a BlueCo 22 Properties Ltd, empresa dona do clube e controlada por Todd Boehly, ao vender dois hotéis de que era proprietário ao grupo BlueCo. Na altura, a venda por 91,4 milhões de euros (76,5 milhões de libras) ajudou o clube a ter um prejuízo 107,7 milhões de euros (90,1 milhões de libras) em vez de 198.9 milhões de euros (166,4 milhões de libras) nas suas contas de 2022-23.
Em 2023/24 o Chelsea teve receitas de 559,5 milhões de euros (468,5 milhões de libras), uma quebra em relação o exercício anterior, justificado pelo clube pela ausência na Liga os Campeões. O clube anunciou ainda houve um crescimento do montante arrecadado nos direitos de televisão, explicadas pela 6.ª posição na Liga Inglesa na época passada e pelos resultados nas taças nacionais.
Desde a aquisição do Chelsea por Todd Boehly e a Clearlake Capital, no verão de 2022, o clube londrino contratou 41 jogadores em apenas seis janelas de transferências. Esse investimento permitiu ao clube ter o plantel mais caro de sempre, após 1656 milhões de investimento, de acordo com o 'European Club Finance and Investment Landscape', comissionado pela UEFA. O recorde era do Manchester United, que investiu 1422 milhões de euros para ter o plantel de 2023.
Apesar do forte investimento, o clube nunca conseguiu sequer apurar-se para a Liga dos Campeões ou ver algum troféu desde a chegada de Todd Boehly.
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