
O treinador do Sporting fez a habitual conferência de imprensa de antevisão ao encontro e garantiu que vai encarar o jogo "da forma mais séria possível".
Estratégia: "É uma eliminatória a dois jogos e o foco está só na vitória. Queremos ganhar. Sabemos que são dois jogos e temos de ter esse pensamento, vão ser dois jogos difíceis. O Rio Ave, tal como nós, quer muito estar numa final da Taça, vai agarrar-se muito a isso e vai estar muito motivado, independentemente dos últimos jogos. Aqui, os jogos ditam uma final. Acredito que a motivação do Rio Ave vai estar em alta, vão dar tudo. E nós, exatamente a mesma coisa. Queremos ganhar o primeiro jogo em casa, o adversário não pode estar mais motivado do que nós. Será um jogo bastante competitivo e queremos ganhar. Depois, no segundo jogo, vamos querer fazer o mesmo. Mas temos de ter a consciência que nada vai ficar resolvido neste jogo. Teremos de ter o mesmo rigor, foco e ambição em ambos. Amanhã começamos em casa e queremos muito ganhar".
Treinador mais confiante: "Não sei por que razão dizem que o meu discurso mudou, tenho mantido o mesmo discurso. Uma ambição enorme de conquistar o campeonato, de estar presente nesta final da Taça. Mas para isso temos de ultrapassar o Rio Ave. O meu discurso tem sido o mesmo, o otimismo também, a confiança é cada vez maior e a equipa tem respondido. A equipa tem crescido em termos de confiança, qualidade em alguns momentos, apesar de não estar sempre dentro do que idealizamos, até pelos castigos, lesões... Nesse sentido, a equipa tem respondido por mim. Não preciso de mudar o discurso. A confiança tem sido exatamente a mesma. Superconfiante na resposta que a equipa tem dado. Têm sido competentes, consistentes a nível estratégico, na qualidade de jogo, resultados. E a energia diária tem aumentado. Estou superconfiante para a reta final do campeonato e da Taça, neste caso".
Gestão: "Queremos muito estar na final da Taça e, para o conseguirmos, temos de ultrapassar o Rio Ave. Será um jogo difícil. O Rio Ave vai agarrar-se a tudo e mais alguma coisa e jamais podemos facilitar ou pensar em gerir o que quer que seja. Temos de ser fortes. Pode haver uma ou outra mudança estratégica, mas não em termos de gestão. Queremos olhar para o jogo de forma muito séria, porque para estarmos na final temos de ganhar amanhã e, depois, transportar o mesmo foco e rigor na 2.ª mão. O foco é exatamente o mesmo para qualquer jogo".
Jogo perigoso: "Percebo a pergunta, mas não sinto isso. Se perguntar aos jogadores se querem descansar para jogarem na segunda-feira, matam-me. A equipa está focada na Taça de Portugal e, na sexta-feira, viramos o foco para o campeonato. Independentemente de jogarmos com o Sp. Braga e do Benfica ir ao Dragão, o campeonato será até à última. Temos de estar focados em nós, no que controlamos, no próximo jogo. Sinto a equipa totalmente focada nesse aspeto. Na sexta-feira vão mudar o chip, mas até lá temos de ultrapassar o Rio Ave. Sinto, acima de tudo, que a equipa está focada e que quer muito estar na final da Taça".
Morita e Pote: "O Morita está fora deste jogo, é o que posso dizer. E o Pote também. Acredito muito que o Pote, nos próximos 10 dias, poderá estar [apto]. Para o doutor não me estar aqui a matar... Isto sou eu a acreditar. Mas não estará disponível ainda para o Rio Ave".
Reforços: "Não vou dizer o nome porque é mais difícil... Ontem vi aí malta a falar da alcunha dele, vi logo que era Gio. Já o tínhamos observado em outros momentos. É um jogador à imagem do que identificámos enquanto equipa técnica. Um jogador competitivo, tem golo, chegada [à baliza], qualidade técnica e vai acrescentar muito. Houve essa oportunidade de antecipar essa compra e fico feliz por isso. O Alisson também era um miúdo que tínhamos identificado, em janeiro não houve oportunidade e conseguimos agora. Uma perspetiva mais de futuro, crescimento, está numa adaptação. Aconteceu também tudo muito rápido para ele. Em janeiro se calhar tínhamos pagado 15 milhões pelo Gio. Tentámos, mas não foi possível. E agora, antecipámos e bem. Será mais um para ajudar".
Pote: "Ontem até lhe perguntei 'dá para 10 minutos?'. Em tom de brincadeira. Se ele estivesse disponível ia para jogo, por tudo o que dá à equipa, por tudo o que é no Sporting. É diferenciado, faz-nos falta e acredito que será muito importante para esta reta final de campeonato, se tudo correr bem. É uma mais-valia e não fugimos a isso".
50 jogos: "É sinal que a época está grande... Às vezes até para discursar para os jogadores fica difícil, devem estar fartos de me aturar. É sinal que estamos em grandes competições e clubes e isso deixa-me feliz. O Rio Ave vai-se agarrar para tudo e mais alguma coisa, e eu quando estava daquele lado, até em escalões inferiores, é sonhar... Estar na final da Taça tem sempre um significado diferente. Não se consegue explicar, mas toda a gente olhar para a Taça de forma muito especial e eu nunca fugi a isso. Se calhar, foi algo que, em alguns momentos, até me deu notoriedade enquanto treinador. E quero muito poder disputar uma final. E depois, sermos capazes de a vencer. Mas para isso temos de lá estar e, para lá estarmos, temos de fazer um bom jogo amanhã".
Fé no plantel: "Não quero estar sempre a responder o mesmo, mas de alguma forma adaptei-me um bocadinho ao momento do Sporting, ao que ultrapassámos. Para conseguirmos insistir em algo que queremos muito, temos de ter tempo e jogadores disponíveis. E infelizmente não tivemos nada disso. Chegou a um momento em que tivemos de nos adaptar. O sistema é subjetivo. Temos criado a três [centrais] mas defendido em 4x4x2 em certos jogos. Nesta fase, mais do que criar desconforto, queríamos criar conforto e confiança. E o grupo tem conseguido ganhar isso. Vamos conseguindo adaptar uma ou outra coisa. Mas, acima de tudo, queremos a equipa confortável e a crescer em termos de confiança e energia. Começam a perceber algumas coisas que gostamos. Supertranquilo nisso do sistema, até porque depois o jogo dá muitas coisas. É muito subjetivo. Mas a ideia inicial, naquilo que é mesmo o modelo que me trouxe até ao Sporting, está longe. Temos de nos adaptar um pouco também e isso só nos faz crescer enquanto treinadores".
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