Para manter vivo o sonho de chegar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, só a vitória interessava ao SC Braga. Frente ao Union Berlin, equipa alemã a quem venceu fora de casa, um triunfo na Pedreira oferecia uma garantia e uma hipótese. Por um lado, a certeza de assegurar um lugar na Liga Europa, por outro a possibilidade de levar para a última jornada, em Itália, a discussão pelo segundo lugar com o Nápoles.

No final: nem uma coisa, nem outra. O SC Braga empatou, mas a derrota do Nápoles com o Real Madrid mantém a chama acesa da equipa lusa, que ainda pode chegar aos 'oitavos' caso vença na deslocação a Nápoles por dois golos de diferença. Para garantir a Liga Europa o empate será suficiente.

Entrada morna e balde de águia fria com a expulsão de Niakaté

Nenad Bjelica assumiu na antevisão da partida querer vingar a derrota em casa frente à equipa lusa e desde cedo se percebeu que não vinha passear a Portugal.
Ainda que longe da baliza de Matheus, o penúltimo classificado da Bundesliga apresentava uma equipa compacta, comprometida, e muito pouco permissiva perante a habitual avalanche ofensiva do SC Braga, até então mais adormecida

Até aos primeiros 15 minutos, o melhor que a equipa de Artur Jorge conseguiu foi a marcação de dois cantos, ambos sem perigo e na sequência de lances que nem sequer serviram para incomodar Ronnow. Enrolados por um jogo algo sonolento, os adeptos do SC Braga pediam mais a resposta não tardou. Um minuto depois, o guarda-redes dos alemães era colocado em sentido pelo ataque minhoto.

No primeiro lance de perigo do encontro, o capitão Ricardo Horta trabalhou bem sobre a esquerda para depois descobrir no centro da área Simon Banza, que esbarrou na enorme intervenção de Ronnow. O jogo mantinha-se morno e só aos 27 minutos, num lance perigosíssimo de Álvaro Djaló, a Pedreira acordou. O avançado elevou-se muito bem, mas falhou o golpe de cabeça. A bola passou a centímetros da baliza.

O SC Braga crescia na partida, mas um balde de águia fria três minutos depois complicava e muito a vida da formação portuguesa. Niakaté escorregou ao disputar a bola, derrubou Behrens, e acabou expulso após intervenção do VAR. Nas bancadas calavam-se os adeptos arsenalistas, galvanizavam-se (ainda mais), os adeptos forasteiros. O apoio chegou ao relvado e, em superioridade numérica, os bracarenses ressentiam-se da expulsão.

Artur Jorge sentia que tinha que mexer e foi o que fez: saiu Victor Carvalho, sacrificado, para dar lugar a Serdar, lançado na Champions pela 3º vez esta época.
Com a alteração de recurso, o técnico procurava equilibrar a linha defensiva dando estabilidade à equipa, mas o plano ficou-se pela intenção. Minutos depois, o Union Berlin abria o marcador na Pedreira por intermédio de Robin Gosens, que rematou dentro da área sem hipóteses para Matheus após assistência de Jérôme Roussillon.

Apesar do golo sofrido e da inferioridade numérica, o SC Braga tentava encontrar-se em campo e contra a corrente de jogo quase empatava a partida já perto do intervalo. Um lance confuso na área quase deu o golo à equipa portuguesa, que se queixou de uma mão na bola de Diogo Leite. O juiz francês Clément Turpin nada assinalou apesar dos muitos protestos e do VAR... nem uma palavra.

Nas bancadas pediu-se penálti e a primeira parte terminou debaixo de um coro de assobios dirigidos ao árbitro da partida.

Apagão alemão e muita união... arsenalista

A segunda parte retomou com um ligeiro ascendente germânico, mas foi Álvaro Djaló que fez explodir a Pedreira quando poucos esperavam. Descoberto na direita por Ricardo Horta, o avançado espanhol iniciou uma corrida desenfreada até à área, só concluída com um remate à lei da bomba sem hipóteses para Ronnow. Estava feito o empate e animavam-se as bancadas, que acreditavam numa 'remontada' à moda do Minho.

Motivados, e de que forma, com o golo marcado, o SC Braga lançou-se na frente com uma mão de oportunidades. Primeiro por Álvaro Djaló, novamente o espanhol, e depois pelo capitão, Ricardo Horta, aos 60 minutos, com um remate cruzado a rasar o poste esquerdo da baliza alemã.

Por esta altura, o SC Braga estava claramente por cima do encontro, o que motivou de imediato duas substituições do técnico do Union Berlin, visivelmente insatisfeito com a produção da equipa na segunda parte.

Já com Abel Ruiz em campo, o SC Braga continuou por cima da partida, e assim se manteve até ao final do jogo, mas sem conseguir chegar ao golo.

De olho no Bernabéu, já perto dos 90 minutos, na Pedreira festejou-se o golo do Real Madrid sobre o Nápoles e com justa causa. Apesar do empate desta noite, a derrota dos italianos permite adiar a discussão do apuramento para a próxima fase da Champions, com o Nápoles, em Itália.

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