O Benfica precisou de tirar dois coelhos da cartola para sair da Choupana com os três pontos. Os encarnados estiveram a perder até aos 88 minutos, mas deram a volta e venceram o Nacional por 2-1, na 12.ª jornada da I Liga.
Depois de um jogo completamente dominado pelo Benfica, Otamendi cometeu um erro e 'ofereceu' o golo ao Nacional. O tempo aproximava-se do fim e os insulares ganhavam confiança com o resultado, mas a solução vinda do banco deu esperança aos encarnados. Prestianni assinalou um golaço e Schjelderup teve um papel importante no golo que consumou a reviravolta, assinalado pelo suspeito do costume: Pavlidis.
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Apesar de francas limitações no ataque, o Benfica leva para casa uma exibição dominadora e uma vitória importante antes de receber o Sporting no Dérbi lisboeta. Já o Nacional pode estar contente com a prestação, tendo em conta que soube ser organizado defensivamente e eficaz numa das raras oportunidades que teve para chegar ao golo.
Feitas as contas, o Benfica leva 28 pontos na 3.ª posição, igualando o Sporting e estando a três pontos do líder FC Porto. Os rivais jogam este domingo e podem repor a vantagem. O Nacional é 12.º com 12 pontos.
As melhores fotos do Nacional-Benfica
Domínio absoluto, limitações de sempre e felicidade ao cair do pano
O Benfica tomou conta do jogo, praticamente, do início ao fim. Os encarnados instalaram-se no meio-campo do Nacional e obrigaram a que os insulares recuassem no terreno à procura de conter as investidas. A formação de Tiago Margarido organizou-se bem e foi sendo capaz de travar o perigo adversário, aproveitando momentos específicos para sair em transição.
Kaique foi segurando o empate na primeira parte com boas intervenções em dois lances com Leandro Barreiro - aos 6' e 10' - e de Pavlidis aos 29'. O Benfica foi demonstrando superioridade com uma posse de bola esmagadora, mas continua com os mesmos problemas no que diz respeito ao último terço.
Frente a equipas com um bloco baixo, o Benfica ainda não é capaz de encontrar soluções para furar a linha defensiva e chegar com mais qualidade à área adversária.
No segundo tempo, a história foi a mesma, mas o Nacional adicionou um capítulo: o golo. Os madeirenses aproveitaram um erro incrível de Otamendi em momento de construção com Alan Núnez a deixar para Bóia, que serviu Ramírez para o 1-0.
Os encarnados tentaram responder e Mourinho apostou em Prestianni, Schjelderup e Ivanovic. Os dois primeiros destacaram-se e foram as inspirações para a reviravolta. Prestianni assinou um golo para ver e rever e o norueguês combinou com o capitão para assistir Pavlidis para o 2-1.
Figura do jogo: Prestianni
O extremo argentino entrou aos 58 minutos para o lugar de Rodrigo Rêgo, na tentativa de dar um novo ânimo ao ataque encarnado. A irreverência do jovem era uma necessidade para uma equipa que procurava soluções e precisava de ideias para furar a defesa insular. Prestianni chegou a ver o cartão amarelo por ter protagonizado um momento tenso com um jogador do Nacional, mas não se deixou abalar emocionalmente.
Prestianni manteve o espírito positivo e aos 88 minutos teve um momento de grande inspiração, que terminou com um golaço que deu o empate ao Benfica. Quando o expectável era que cruzasse para o centro da área, o miúdo encheu-se de força, rematou potente e a bola só parou no fundo das redes.
Momento do jogo: desta vez, os descontos deram pontos ao Benfica
Por um lado, o golaço de Prestianni poderia ser visto como o momento do jogo por ter permitido que o Benfica mantivesse a esperança, por outro o golo de Pavlidis deixou o Benfica vivo no campeonato. Em poucos minutos, os encarnados deixaram de estar a perder para somarem três pontos importantes antes da receção ao Sporting.
Quem foi o autor do golo que permitiu que os adeptos benfiquistas fizessem a festa na Choupana foi Pavlidis. O avançado grego voltou a coroar uma boa exibição com mais um golo, estando sempre onde o Benfica precisa.
Outros destaques
Pavlidis - o avançado voltou a ser a bomba de oxigénio que o Benfica precisava, assinalando mais um golo importante para o resultado encarnado. Depois de ter sido útil ao longo da partida com envolvimento nos momentos ofensivos - destaque para um cabeceamento perigoso e um lance individual no segundo tempo - o grego foi premiado com o golo da reviravolta aos 90'+4'.
Jesús Ramírez - o avançado foi um dos elementos agitadores do Nacional, sempre que a equipa partia em contra-ataque. A jogar num bloco muito baixo, os insulares aproveitavam qualquer oportunidade para apostar numa transição rápida na tentativa de importunar o Benfica. Nesses momentos, Chuchu crescia e passava até por ser construtor de jogo. O venezuelano começou a ameaçar a baliza encarnada com um excelente remate em arco no começo do segundo tempo, que obrigou a uma boa intervenção de Trubin. Contudo, o melhor momento de Ramírez na partida aconteceu aos 60 minutos, depois de ter aberto o marcador para o 1-0.
Kaique - o guarda-redes foi um dos melhores em campo, talvez por ter sido bastante requisitado. O brasileiro foi capaz de ser um muro para o Nacional e segurou o resultado por diversas vezes, principalmente no 1.º tempo. Nota para os lances de Barreiro e Pavlidis no primeiro tempo. No entanto, sofreu dois golos, que não mancham a boa exibição que teve.
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