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O treinador do Sporting, Rui Borges, concordou hoje que o plantel dos campeões nacionais de futebol ficará mais forte após a pausa competitiva para jogos das seleções, em março, e admitiu que prefere treinar grupos maiores.
Questionado sobre as palavras do presidente do clube, que afirmou que os ‘leões’ vão ser a equipa mais forte da I Liga após a pausa FIFA, o técnico considerou “natural” e assumiu que “em algum momento” também o pensa.
“O espaço temporal que o presidente falou [até ao final de março], e bem, é na esperança e na confiança de que consigamos recuperar alguma malta que pode ser recuperável para este final de época e que assim o grupo esteja mais forte. Porque fica claramente mais forte”, concordou Rui Borges, em conferência de imprensa, em Alcochete.
Depois, questionado sobre se os clubes devem começar a ter plantéis mais numerosos para fazer frente à sobrecarga de jogos, Borges afirmou que tem “ouvido alguns grandes treinadores que treinam grandes clubes mundiais a dizer que, no futuro, vão querer plantéis mais longos” e colocou-se a seu lado.
“Acho que faz todo o sentido os plantéis serem maiores. Eu, pessoalmente, também gosto. Mas há treinadores que preferem um plantel mais curto, porque acham que vai ser mais competitivo e não têm problemas de gestão”, comentou.
Nesse sentido, lembrou que quando chegou ao Sporting encontrou “um plantel já construído” por Ruben Amorim, sem mencionar o nome do treinador que iniciou a época nos ‘leões’, e explicou a sua preferência.
“Eu prefiro ter [de fazer] a gestão [do grupo de trabalho]. Acho que faz parte da minha liderança, gerir um grupo. Por isso, prefiro gerir 27 do que 20, porque sei que tenho soluções”, vincou.
A conferência de imprensa, no entanto, servia de antevisão à partida dos quartos de final da Taça de Portugal, frente ao Gil Vicente, uma equipa que “valoriza muito o jogo”.
“É uma boa equipa, que vai estar motivada porque quer passar às meias-finais da Taça de Portugal, uma competição onde principalmente os clubes que não têm tanto nome ganham uma coragem, uma ambição para lá do normal. Tudo isso junto nos leva a pesar que é um jogo difícil”, advertiu Rui Borges.
Para a visita a Barcelos, o treinador revelou que ainda não sabe se Geny Catamo pode voltar a “ser opção”, enquanto Pedro Gonçalves “está fora do jogo”, sem data prevista para o regresso, e Viktor Gyökeres “está disponível”, apesar de ainda exigir “algum cuidado” no tempo de utilização.
“Nós queremos ter o Viktor [Gyökeres] a 100%, ele está a voltar à forma dele, mas ainda temos de ter aqui algumas cautelas em relação a minutos, jogos seguidos, para não pormos em risco. Mas não tem lesão”, frisou.
O Sporting defronta o Gil Vicente, em Barcelos, na quinta-feira, a partir das 20:45, para os ‘quartos’ da Taça de Portugal, com arbitragem de Cláudio Pereira, da associação de Aveiro.
Os 'leões' têm pelo menos nove jogadores lesionados ou em dúvida para o encontro, nomeadamente Geny Catamo, St. Juste, Eduardo Quaresma, Nuno Santos, Hjulmand, Morita, João Simões, Daniel Bragança e Pedro Gonçalves, além de não poderem contar com Diomande, que viu um cartão vermelho no último encontro do campeonato.
A equipa orientada por Rui Borges lidera a I Liga, com 53 pontos, mas foi ‘apanhada’ pelo Benfica na última jornada, após ceder um empate na visita ao AVS (2-2), enquanto o Gil Vicente, orientado por José Pedro Pinto, segue em 14.º lugar com 22 pontos.
Para chegar aos ‘quartos’ da Taça, o Sporting eliminou o Portimonense (2-1, fora), da II Liga, o Amarante (6-0, casa), da Liga 3, e o Santa Clara (2-1, após prolongamento, casa), da I Liga.
Por sua vez, o Gil Vicente afastou o Belenenses (2-0, fora), da Liga 3, o Vila Real (2-0, fora), do Campeonato de Portugal, e o Moreirense (1-0, casa), da I Liga.
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