“Temos de continuar o nosso processo de trabalho, refinar e melhorar o que temos de melhorar. Também temos coisas a melhorar, como é óbvio. A perfeição é a melhoria contínua”, disse Gabriel Mendes.
Uma hora antes do previsto para a aterragem do voo proveniente de Paris, onde Iúri Leitão foi prata no omnium e ouro no madison, com Rui Oliveira, já muitos entusiastas aguardavam no aeroporto.
Vencedores da medalha de ouro na prova de Madison, do ciclismo de pista, em Paris 2024, chegaram ao final da tarde desta segunda-feira ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Iúri Leitão revelou ainda que Rui Oliveira “estava mais reticente”, porque também ainda não tinha competido e não tinha tido “as melhores sensações no treino” da véspera.
O triunfo da dupla Iúri Leitão e Rui Oliveira no madison em Paris2024 constituiu o sexto título olímpico do desporto português, o primeiro fora do atletismo, e o 32.º pódio luso de sempre.
Iúri Leitão e Rui Oliveira juntam-se a Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Nélson Évora e Pedro Pichardo, todos campeões olímpicos no atletismo.
A premissa do primeiro campeão olímpico português estava certa e, hoje, 40 anos depois de Lopes inaugurar o pecúlio nacional, o atletismo deixou de estar sozinho nesta lista particular.
Assumindo-se “honrado de poder ser o representante que está aqui com esta medalha ao peito e a dar esta alegria a Portugal”, o português notou que o ciclismo de pista nacional ainda tem muito trabalho pela frente.
Rumo à sua prata olímpica, tornou-se no primeiro homem a conquistar três títulos europeus no scratch, no arranque de uma época em que somou triunfos na Volta à Grécia, GP Beiras e Serra da Estrela e Volta ao Alentejo.
Na estreia masculina do ciclismo de pista português em Jogos Olímpicos, Iúri Leitão vai ainda juntar-se a Rui Oliveira para disputar a prova de madison, no sábado.
“O título de campeão do mundo é muito diferente dos Jogos Olímpicos. Não é pressão, mas responsabilidade. Uma motivação extra. E vou tentar aproveitar isso ao máximo”, prometeu o ciclista.
O campeão do Mundo do omnium em 2023, a correr na estrada pela espanhola Caja Rural, garante querer “fazer o melhor possível” e aplicar a aprendizagem que traz “para cometer o menor número de erros possível”.
O outro português em prova, José Mendes (Victoria Sports), chegou na 69.ª posição, a cinco segundos do vencedor, e é 89.º da geral, a 56 segundos do compatriota.
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